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Investment Grade - Fundos expostos a empresas ligadas à economia interna ganham com novo rating Imprimir E-mail

SÃO PAULO - Com a alta probabilidade de que o fluxo de investimentos
direcionados ao País cresça, uma vez que muitos agentes só investem em
mercados com rating soberano, a procura - e conseqüentemente o preço - por
papéis de empresas brasileiras deve aumentar após o Brasil ter sido alçado a
grau de investimento.


"O investment grade já era esperado, principalmente por aqueles que
monitoram de perto a economia real, mas recebê-lo durante um período de
incerteza dos mercados globais reforça nossa visão de longo prazo na
estabilidade macroeconômica do país", afirma a equipe de gestores da Fama
Investimentos.

Small Caps
"Nós esperamos uma forte outperformance (performance acima da média) das mid
e small caps, especialmente daquelas empresas que são relacionadas
diretamente à economia doméstica. Estas companhias terão agora acesso a
capital mais barato, permitindo uma aceleração do crescimento e um custo
mais baixo de financiamento, algo que só era disponível para as grandes
companhias, em geral relacionadas a commodities, tais como Petrobras e
Vale", explica em comunicado a Fama.

A estratégia é aumentar a exposição a papéis de companhias com menor valor
de mercado. "As empresas têm entregado resultados excelentes, mas as ações
não acompanharam por causa (sem justificativa em nossa opinião) da aversão a
segunda linha e o investment grade tem claramente o potencial de provocar
uma mudança neste cenário", justifica a administradora de fundos.

Eduardo Roche, gerente de análise da Modal Asset Management, explica que
papéis de menor liquidez sofreram com o fluxo de saída ocasionado pela
aversão ao riso internacional desde meados de 2007, desencadeada pela crise
de crédito.

"Acreditamos que os resultados futuros devem continuar vindo muito fortes,
assim como alguns de nossos cases de investimento são claramente óbvios, mas
estavam sem fluxo de investimento desde o meio de agosto de 2007", completa
a Fama.

Setores
Roche não acredita que um favoritismo em relação ao acesso ao crédito possa
acontecer, mas concorda com a Fama ao afirmar que empresas ligadas à
economia interna terão benefícios mais diretos por conta do grau de
investimento do País. A perspectiva de forte valorização do real pode
diminuir a receita dos exportadores e de grandes empresas do setor de
commodities.

O analista cita alguns dos setores que podem ganhar com a nota elevada do
Brasil: varejo, imobiliário, bancos de médio porte e setor elétrico.
"Potencialmente, com o mercado se abrindo novamente para o fluxo
estrangeiro, estes setores, que estão mais descontados, mas têm fundamentos
positivos, serão beneficiados".

Roche ressalta que a facilidade ao crédito trazida pelo grau de investimento
do País ainda é restrita devido ao cenário nebuloso do ambiente no exterior.
"O mercado de crédito lá fora tem que se fortalecer. No curtíssimo prazo,
não muda muita coisa, mas num processo de médio prazo empresas que tinham
mais dificuldade terão uma janela aberta para o crédito", esclarece o
analista.

 

Por: Equipe InfoMoney
02/05/08 - 19h20
InfoMoney

 
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